LONGEVIDADE NO ANTIGO TESTAMENTO: LITERAL OU FIGURADA?
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LONGEVIDADE NO ANTIGO TESTAMENTO: LITERAL OU FIGURADA?

É intenso o debate sobre a longevidade das primeiras pessoas citadas na Bíblia o que inevitavelmente gera inúmeras interpretações e consequentemente propostas bem distintas umas das outras, as quais nem sempre levam em conta o compromisso hermenêutico com as Escrituras, sendo às vezes apenas o resultado de uma percepção pessoal ou influência de alguma corrente de pensamento que se popularizou progressivamente.

Entre tantas tentativas de se encontrar uma interpretação mais adequada, algumas mais conhecidas são citadas aqui, inclusive com algum sentido lógico, mas sem fundamento histórico, teológico ou textual:

  1. A maneira de contar os anos era diferente;
  2. O ano deles era muito menor que o nosso;
  3. As idades nas genealogias são por geração e não por pessoa;
  4. Essas idades são multiplicadas por

Por serem apenas resultado de um esforço humano de dar uma resposta para o texto bíblico estas argumentações são facilmente refutadas como se pode ver nos contra-argumentos listados abaixo correspondente a cada um dos argumentos citados acima:

  1. O ano era regido pelo mesmo ciclo de hoje, Adão e Noé por exemplo, trabalhavam com a terra e plantavam segundo as estações, o homem urbano moderno é que não sabe acompanhar os ciclos da natureza, mas todo trabalhador rural conhece muito bem;
  2. Se o ano deles fosse menor do que hoje, as estações seriam diferentes naquela época, mas nunca houve mudança conhecida no ciclo dos planetas e satélites;
  3. Se a contagem dos anos nas genealogias fosse por geração, os personagens que aparecem posteriormente com a idade semelhantes às de hoje seria mais distorcida ainda;
  4. Se for dividir a idade por 10 tomando por base o nascimento dos filhos, Adão gerou a Sete quando tinha 13 anos, sendo que este não era o filho mais velho dele, para ficar só neste

Duas genealogias são muito importantes de serem observadas, a de Gn 5 e Gn 11, a primeira é antes do dilúvio (genealogia de Adão), a segunda depois do dilúvio (genealogia de Noé), é interessante como há uma mudança brusca na média de idade entre ambas.

O que explica essa mudança é o ambiente onde os habitantes da época estavam quando da narrativa, pois a quantidade de água presente no planeta provocou uma mudança de comportamento genético no ser humano, um sinal do juízo de Deus que não permitiu mais ao homem viver indefinidamente depois de ter caído em pecado, daí a necessidade do dilúvio, que não apenas sepultou uma geração ímpia, mas também fez surgir uma nova geração com a idade limitada por um processo biológico.

O quadro a seguir é uma tabela feita a partir das genealogias de Adão e Noé e explica bem essa mudança – a linha vertical se refere à idade, enquanto a linha horizontal se refere as gerações – de Adão a Noé a média de idade é acima de 900 anos e constante, depois de Noé, ou seja, após o dilúvio ela decresce até se estabilizar abaixo dos 100 anos, o ponto fora da curva é Enoque que foi trasladado.

Esse gráfico explica bem a mudança que ocorreu:

Gn 5 – Genealogia de Adão a Noé (idade entre 900 e 1000 anos)
Gn 11 – Genealogia a partir de Noé (idade foi deteriorando até estabilizar abaixo de 100 anos)

O que aconteceu para provocar essa mudança? O ambiente onde a criação estava inserida mudou completamente, foi acrescentado uma quantidade de água muito acima da que ele foi criado para viver inicialmente, o que nós conhecemos como “o dilúvio”.

A mudança no ambiente provocou uma alteração nos telômeros do DNA humano, de modo que se antes ele replicava de forma completa, desde o dilúvio, ou seja, quando passou a viver em um ambiente com mais água, a replicação ficou cada vez menor até estabilizar.

O telômero é o sistema que existe no organismo e que está relacionado à longevidade do indivíduo, conforme pode ser visto no resumo do quadro abaixo:

Concluindo a argumentação, o homem foi criado para ser eterno, porém, com a sua queda toda a criação caiu junto por ser ele a coroa de tudo que havia sido criado, de modo que a terra foi amaldiçoada, o que incluiu a própria deterioração do corpo humano. Esta mudança enorme de idade foi um processo biológico e não um fenômeno sobrenatural, porém, determinado e conduzido por Deus.

Em um ato de misericórdia, Deus usou um processo natural – no caso, o dilúvio – para mudar a genética humana a fim de que o homem não vivesse demasiadamente em um estado de miséria, sofrendo todas as dores e vicissitudes do pecado.

A correção dessa situação só acontece em Cristo, porquanto nele toda a criação será redimida e o estado original para o qual o homem foi criado será finalmente perfeito e eterno.

 

Pr. Otoniel Gomes Oliveira

Pastor da Igreja Cristã Evangélica em Cidade Operária, São Luís – MA. Bacharel em Teologia pela Faculdade Kurios. Formado em Teologia Pastoral e Mestrando em Ministério pelo (SCEN). Especialista em Estudos Teológicos pelo Centro de Pós Graduação Andrew Jumper. Treinado em Liderança Avançada e Gestão de Pessoas e Comunicação pelo Instituto Haggai. É professor do SCEN com atuação em Teologia Sistemática/Liderança. Casado com Loide, pai de Lorena e Olavo.

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