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O JUÍZO IMINENTE DE DEUS SOBRE A IMPIEDADE
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SOFONIAS E O JUÍZO IMINENTE DE DEUS SOBRE A IMPIEDADE
Cala-te diante do Senhor DEUS, porque o dia do SENHOR está perto; (Sofonias 1:7)

INTRODUÇÃO

Nos dias de Sofonias fazer o que era mal aos olhos do Senhor, era bem comum. Isso se dava porque acreditavam “que o Senhor não fazia nem bem, nem mal” (1.12), era um deus indiferente e que cada um deveria buscar sua própria sorte, sem se importar com as leis de Deus.

Tal comportamento, alimentado pelo péssimo exemplo que vinha dos reis, a semelhança de Manassés (2 Rs. 21.1-18) que reedificou os altares a Baal, edificou altares ao exército dos céus na própria casa do Senhor e fez passar seu filho no fogo em adoração a Moloque e derramou “muitíssimo sangue inocente” (2 Rs. 21.16) acendendo a ira de Deus sobre o seu povo. Essas foram as palavras de Deus: por isso assim diz o Senhor Deus de Israel: eis que hei de trazer tamanho mal sobre Jerusalém e Judá que qualquer que ouvir, lhe ficarão retinindo ambas as orelhas… E desampararei o resto da minha herança, entregá-los-ei na mão de seus inimigos; e far-se-ão roubo e despojo para todos os seu inimigos. Porquanto fizeram o que parecia mal aos olhos do Senhor e me provocaram a ira desde que saíram do Egito até hoje. (2 Rs. 21. 12-15).

DESENVOLVIMENTO

Sofonias profetizou nos dias de Josias (1.1) assim descrito no livro dos Reis: e antes dele não houve rei semelhante, que se convertesse ao Senhor com todo o seu coração, e com toda a sua alma, e com toda as suas forças, conforme toda a lei de Moisés; e depois dele nunca se levantou outro tal. (2 Rs. 23.25).

Apesar da reforma espiritual que fez e de ter levado o povo ao arrependimento renovando seu concerto com Deus (2 Rs. 23.1-3) diz a palavra de Deus: todavia o Senhor se não demoveu do ardor de sua grande ira, ira com que ardia contra Judá, por todas as provocações com que Manassés o tinha provocado, poupando apenas a Josias (2 Rs. 22.18-20).

Após esse grande avivamento o povo e os reis que sucederam a Josias voltaram a fazer o que era mal aos olhos do Senhor, mesmo os que reinaram durante o cativeiro.

Sofonias foi a voz de Deus para anunciar o iminente juízo que sobre eles haveria de vir e assim ele o descreveu: o grande dia do Senhor está perto, está perto, e se apressa muito a voz do dia do Senhor; amargamente clamará ali o homem poderoso. Aquele dia é um dia de indignação, dia de angústia e de ânsia, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas. Dia de trombeta e de alarido contra as cidades fortes e contra as torres altas. E angustiarei os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o seu sangue se derramará como pó e a sua carne como esterco. Nem a sua prata, nem o seu ouro os poderá livrar no dia do furor do Senhor, mas pelo fogo do seu zelo toda esta terra será consumida, porque certamente fará de todos os moradores da terra, uma destruição total e apressada.

Como ficou evidente nas palavras de Sofonias o juízo iminente de Deus não seria restrito a Judá, mas teria alcance mundial através do novo império que se instalaria pelas mãos de Nabucodonosor.

O capítulo 2 de Sofonias narra a convocação de Deus para que os homens mansos da terra o busquem (v. 3) antes que viesse sobre eles o dia da ira do Senhor e cita várias nações que haveriam de ser alcançadas pelo juízo de Deus. Entre as nações citadas, vale destacar a cidade de Nínive, que pelo ministério de Jonas havia experimentado um grande avivamento e se voltado para o Senhor, escapando naqueles dias do juízo anunciado por Jonas. Aqui vemos que eles se esqueceram de Deus e voltaram as suas velhas práticas recebendo dura sentença das mãos de Deus (v. 13)

O capítulo 3 se volta para Jerusalém, a cidade opressora, rebelde e manchada. Mostra que mesmo diante da destruição das outras nações, Jerusalém e Judá não se arrependeram (v. 6,7) e encerra falando da restauração que o mesmo Deus trará sobre seu povo e as nações. Destaco cinco versículos que falam desta restauração. Os versículos 9, 13, 14, 17 e 20.

Que lições podemos extrair deste precioso livro, e de Josias, rei naqueles dias?

PRIMEIRA GRANDE LIÇÃO: Deus está atento a tudo que fazemos de bem ou de mal e a seu tempo nos recompensará. Não podemos permitir que a visão de uma justiça tardia, falha, parcial e corrupta nos impeça de ver que a justiça de Deus é precisa, infalível, imparcial e incorruptível. Lembremo-nos das palavras de Hebreus: horrenda cousa é cair nas mãos do deus vivo (10.31);

SEGUNDA GRANDE LIÇÃO: Hilquias acha o livro da lei e quando Safã o lê para o rei Josias, ele rasga seus vestidos e manda consultarem ao Senhor (2 Rs. 22.8-13). A segunda grande lição é que avivamento real somente por meio da palavra de Deus. E quando falo por meio da palavra, estou falando de obediência a ela. Nunca é tarde para reconhecermos que estamos distantes da palavra e arrependidos retornarmos a ela. O alerta de Paulo a Timóteo é sempre válido. Dizia ele a Timóteo que ele deveria manejar bem a palavra da verdade, ou seja, aplicar bem a sua vida e na vida dos irmãos. A base para a obediência a palavra é conhecê-la.

Terceira grande lição: as experiências maravilhosas com Deus não nos imunizam contra a queda. Foi assim com Nínive, foi assim com Judá, foi assim com Israel, é assim conosco. Os alertas bíblicos são muitos, citarei apenas um: quem estar pé, cuide para que não caia;

Quarta grande lição: se você é cristão e exerce alguma forma de autoridade sobre outras pessoas, não seja opressor, injusto ou desleal. Deus é vingador destas coisas.

Um exemplo bem simples desta verdade. Igrejas que não podem assinar a carteira de um zelador, mas tem um zelador. Cristão que não podem assinar a carteira de trabalho de seus empregados domésticos, mas tem empregados domésticos. Isso é ser opressor, injusto e desleal.

Quinta grande lição: quando o juízo de Deus chega a outros, cabe a nós buscarmos o arrependimento antes que chegue a nossa vez.

Quando compartilhava com a igreja que pastoreio esse texto, fiz algumas considerações traçando um paralelo entre Jerusalém e as demais nações, tendo Jerusalém como a igreja e as demais nações como aqueles que ainda não conhecem a cristo.

Primeiro paralelo: assim como Jerusalém nós somos o povo de Deus e conhecemos a sua verdade, por isso somos indesculpáveis quando o nome de Deus é blasfemado por nossa causa entre os gentios (Rm. 2.17-24);

Segundo paralelo: assim como as nações pagãs nos dias de Sofonias, aqueles que não conhecem a Cristo, prosperam sem as leis de Deus e afrontando a Deus, aparentemente impunes, levando muitos que já conheceram a Cristo, a seguirem suas pegadas. No texto de Sofonias tais homens são descritos como “aqueles que estão assentados sobre suas fezes.” Quem são estes que cheiram mal na presença de Deus causando nojo a Deus? Aqueles que são mais amantes dos prazeres do que de Deus. (2 Tm. 3.4b)

CONCLUSÃO:

lembrando que somos um país de grande maioria reconhecidamente cristã, ainda assim, estamos no topo do mundo quando assunto é imoralidade. A maior festa da carne no mundo acontece em nosso país, o carnaval; somos um dos maiores consumidores de pornografia no mundo e entre nós, os evangélicos esse consumo vem aumentando. Nos gabinetes pastorais, as confissões de pecados ligados a pornografia, infelizmente crescem; nos bastidores do poder evangélico adultério e corrupção, infelizmente também crescem; e ainda mais lamentavelmente, cresce o número de cristãos que desconhecem as sagradas escrituras e em muitos púlpitos a Palavra já não é pregada com autenticidade.

Talvez você julgue que estou exagerando, então lembre-se que a pandemia é juízo de Deus sobre a humanidade e olhe a lista dos que mais sofrem nesta pandemia. São países ligados a idolatria e a imoralidade. Assim cumpre-nos humildemente buscarmos a Deus enquanto podemos achar. Deus a todos abençoe em o nome de Jesus.

Pr. Diógenes Rosa de Meneses

Pastor da Igreja Cristã Evangélica em Jardim América, São Luís-MA. Bacharel em Teologia Pastoral pelo Seminário Cristão Evangélico do Norte-SCEN. Graduado em Economia (UFPI), Hotelaria (UFMA) e Processos Gerenciais (UNB). Casado com Leonice.

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A RELAÇÃO FRATERNA DA MICEB e AICEB

Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. (Mateus 18:19)

1. A Fundação da AICEB:

• A primeira iniciativa para formar uma união de Igrejas Evangélicas Nacional ocorreu em 1945 quando Leonardo Harris, então líder da UFM de Londres (Unevangelized Fields Mission), juntamente com outros, organizou a Aliança das Igrejas Cristãs Evangélicas do Brasil.

• A sede era Belém, com uma diretoria formada por seis membros.

• Em 17 de Julho de 1947 foi reorganizada em Barra do Corda, onde estava centralizada a maioria das igrejas da região, mais ou menos 10.

• Foi constituída uma organização que pudesse coordenar e dirigir o trabalho de obreiros formados pelo “Instituto Bíblico do Maranhão”, em Barra do Corda, tendo como primeiro diretor George Thomas.

• Neste ponto a organização foi denominada Aliança das Igrejas Cristãs Evangélicas do Norte do Brasil, refletindo a natureza regional do trabalho.

• Quinze anos depois, a designação “Norte” foi retirada, uma vez que a AICEB já tinha igrejas em Brasília, na região central do país, ficando assim denominada: Aliança das Igrejas Cristãs Evangélicas do Brasil (AICEB).

• Em 1962 o Instituto Bíblico do Maranhão também mudou o nome para Seminário Cristão Evangélico do Norte – SCEN.

• A organização da AICEB foi um evento importante e oportuno, pois vários formados do Instituto Bíblico estavam dirigindo igrejas independentes e precisavam de uma identidade mais definida nas doutrina e práticas nessas igrejas.

• Por volta dos anos 70 haviam apenas 63 igrejas organizadas e vários outros trabalhos em fase de desenvolvimento em cinco estados.

• O Manual de Plantação de Igrejas Cristas Evangélicas no Brasil assim descreve a Organização:

“A AICEB é uma Associação de Igrejas autônomas unidas por suas doutrinas e forma de Governo, como traçadas no seu Estatuto, que permite corretamente ser chamada de denominação. O Presidente e oito membros constituem sua Diretoria Executiva. São eles eleitos para um período de quatro anos pela Convenção Geral. A Convenção geral é convocada a cada dois anos e é constituída por delegados das Igrejas…”

2. A EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DA AICEB/MICEB:

• Dois eventos importantes relativos à Educação Teológica ocorreram na última parte do período de expansão no trabalho da Missão (MICEB):

• (1) – A mudança do Instituto Bíblico do Maranhão (IBM) da cidade de Barra do Corda para São Luís , capital do Estado, a uma distância de 400 quilomêtros, em 1953.

• O Instituto foi transferido para tentar resolver o problema da diminuição do número de novos estudantes, com a esperança de colocar o colégio num lugar mais estratégico no Estado.

• Apesar de não existir qualquer igreja organizada da AICEB ou MICEB, na época, em São Luís, a cidade era mais central em relação ao trabalho todo, considerando a localização das igrejas do campo em geral.

• (2) – o começo de um novo INSTITUTO BÍBLICO em Abaetetuba – PA, no ano de 1954, foi outro evento significativo na Educação Teológica da época.

• O Instituto de Abaetetuba foi fundado para preparar obreiros nacionais treinados para o trabalho nos rios da região.

• O Instituto funcionou com programa residencial, como internato durante dez anos.

• Nos anos 60, o programa do ano letivo foi descontinuado e um curso de Extensão que aproveitava as mesmas dependências do Instituto durante um mês de cada ano, foi estabelecido.

3. O TRABALHO INDÍGENA:

• O trabalho da Missão com as tribos começou novamente om a permissão do governo em 1955.

• Em 1956 foi reaberta uma escola para meninos dos índios Kayapós.

• A Missão Asas de Socorro (MAF) estabeleceu ali, em 1960, uma base para servir no trabalho entre os índios no Xingú e alguns postos foram abertos entre os Kayapós.

• A MEIB, Missão Evangélica aos índios do Brasil, foi fundada com sede em Belém.

• Estabelecida como uma agência para enviar obreiros brasileiros aos índios.

• Alguns formados do Seminário Cristão Evangélico do Norte respondem ao desafio e servem com sacrifício e eficiência em localidades isoladas nas áreas do ensino e saúde, com liberdade para evangelizar.

• Em 1969 foi organizada uma igreja no posto Kubem Kran Ken (KKK) entre os Kaypós.

• A MICEB e a MEIB mantém contato regular com os postos Kayapós.

• Diversos postos são abertos entre os índios Guajajara no Maranhão, um trabalho que começou na época de Perrin Smith eoutros missionários pioneiros.

• Missionários da Wycliue (Sociedade do Instituto Linguístico – SIL) têm cooperado com a MICEB e a MEIB um trabalho na tradução da Bíblia entre os Guajajaras.

• Hoje conta-se com pastores e evangelistas indígenas formados em seminários especificados, e que já assumem o trabalho nas próprias aldeias.

• A MEIB foi criada em 1968, como organização separada da MICEB e AICEB.

• Foi estabelecido um acordo entre a MICEB e a MEIB para facilitar o trabalho das duas missões.

• O sustento de missionários nacionais trabalhando com a MEIB

4. PLANTAÇÃO DE IGREJAS:

• A Plantação de Igrejas de modo geral na região de Belém continuou depois de 1955.

• Inicialmente esse trabalho foi feito usando lanchas, com sucesso, para começar igrejas onde as lanchas tinham suas docas, e nas cidades da região visitadas regularmente pelas equipes.

• Igrejas estabelecidas e transferidas para a AICEB, na região: Portel, Cametá, Igarapé Mirim e São Sebastião de Boa Vista, todas cidades ribeirinhas com notável testemunho evangélico.

• O campo do Piauí teve igrejas iniciadas em Parnaíba e Batalha, assim como em Campo Maior e Piracuruca em 1958.

• Um trabalho Suíço mais antigo, em Remanso da Bahia, foi também incorporado à AICEB.

• O empenho na plantação de Igrejas nos centros urbanos se tornou mais ativo nesse período de diversificação do trabalho da Missão.

• Em Belém, missionários da MICEB começaram as igrejas do Marco e da Providência, transferindo-as para a AICEB.

• Novos campos de trabalhos nos bairros da Guanabara e Cidade Nova, vêm se estabelecendo em igrejas.

• Em São Luís do Maranhão o trabalho de plantação de igrejas é feito pela AICEB, às vezes com a participação dos estudantes do SCEN.

• Em Teresina, PI, duas igrejas organizadas pela MICEB, entregues à AICEB e outras em surgimento.

• Em súmula, as diferentes formas que o trabalho que o trabalho tem mostrado desde 1955 são impressionantes.

• O último dos internatos da Missão fechou em 1971, mas todos contribuíram significativamente nas suas respectivas regiões, promovendo educação geral e bíblica de boa qualidade para grande número de crianças e jovens, dos quais agora alguns hoje são líderes na Denominação.

• Diversos novos ministérios também apareceram a partir de 1955: Entre os Japoneses no Norte, com três igrejas organizadas; Livrarias evangélicas fundadas por missionários da MICEB; A Radio Transmundial em Bonaire, nas Antilhas Holandesas.

• A Igreja nacional, a AICEB, cresceu e amadureceu nas últimas três décadas e iniciou novos ministérios, incluindo o programa de Cadetes a Jato, para adolescentes, e um obreiro de tempo integral para o Departamento de Jovens.

Certamente o Brasil é um país de oportunidades onde MICEB e AICEB tem se esforçado no sentido de aproveitar as ocasiões para proclamar o Evangelho de Cristo e estabelecer as igrejas.

Fonte: Revista Ebenézer – ano 40 – janeiro a março de 2018

Extraído do livro: Indígenas, instituições e Igrejas

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